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Os
Charruas
Os Charruas eram índios
que habitavam os campos dos territórios atuais do Rio
Grande do Sul, Uruguai e Argentina.
Em 1730, eles se aliaram aos minuanos, que vinham de além
do Rio Uruguai e se estabeleceram nas terras próximas
à Lagoa Mirim e à Lagoa dos Patos.
Os Charruas também frequentavam a região da
fronteira do Rio Grande do Sul, tanto do Uruguai como da Argentina.
Os guenoas eram charruas setentrionais.
Os três povos têm suas origens na região
da Patagônia, na Argentina, chamada de região
dos índios "patagões".
A estatura dos índios charruas era em média
de 1,68 m para os homens e 1,67 m para as mulheres, de aspecto
sério e porte duro e feroz.
Os homens apresentavam barba como distintivo varonil, na qual
os caciques usavam como adorno pedras e após o contato
com produtos da civilização européia
usavam latas e vidros.
A tatuagem no rosto consistia em três linhas, que iam
da raiz dos cabelos até a ponta do nariz e duas linhas
transversais que cobriam a face.
Para a guerra e festas pintavam a mandíbula superior
de branco.
A boleadeira era uma arma característica dos indígenas
das pampas, sendo formada por bolas de pedra seguras ao extremo
de guias de couro, entrançado ou retorcido.
Os charruas tinham um temperamento bastante retraído
e a sua vaidade expressava-se basicamente nas pinturas faciais
que diferenciavam uma tribo da outra e nos homens, pelas cicatrizes
feitas intencionalmente nos próprios corpos para dar
a conhecer o número de inimigos mortos.
Um fator diferente das demais tribos indígenas, era
que os índios charruas faziam mutilações
em seu corpo.
A cada inimigo morto, um corte no corpo, formava uma cicatriz,
demonstrando o número de inimigos mortos por aquele
índio.
O luto era a expressão mais representativa neste aspecto
da vida dos charruas, e sua importância, implicava em
obrigações diferenciadas de sexo e parentesco.
Se o morto era o pai, o marido ou irmão que tivesse
desempenhado a chefia familiar, os filhos, viúva e
irmãs casadas cortavam uma falange da mão, começando
pelo dedo mínimo.
Alem disso, faziam com a lança do morto vários
cortes espalhados pelo corpo, ficando temporariamente em reclusão
e com a dieta restrita.
A etnia charrua pura foi extinta antes do século XIX.
Hoje existem no Rio Grande do Sul cerca de 400 indígenas
descendentes dos Charruas e 6000 índios entre todos
os países da América do Sul.
Fonte: Histórias Gaúchas
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