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O Sul do Brasil também é território
de Axé — e com identidade própria.

Dados do IBGE mostram um cenário
que muita gente ainda desconhece:
O Rio Grande do Sul é
proporcionalmente o estado com mais adeptos de religiões
de matriz africana no país.
Mas diferente do que muitos pensam,
a força da região não está no
Candomblé.
Aqui, quem domina são outras
tradições:
- Umbanda
- Quimbanda
- Batuque
Essas são as vertentes mais presentes
no dia a dia dos terreiros gaúchos — com práticas,
entidades e fundamentos próprios da região.
Em cidades como Porto Alegre, essa
presença é ainda mais forte, tornando a capital
uma das que mais concentram praticantes no Brasil.
No geral, cerca de 3% da população
gaúcha se declara dessas religiões — número
bem acima da média nacional.
E o que isso mostra?
Que o Axé no Sul não é
cópia — é tradição construída,
adaptada e fortalecida ao longo do tempo.
- O Batuque, por exemplo, é
uma das expressões mais antigas e enraizadas da cultura
afro-gaúcha
- A Umbanda cresce cada vez mais, dialogando com diferentes
públicos
- E a Quimbanda segue firme, carregando uma identidade própria
e muitas vezes incompreendida
O Sul tem seu próprio jeito
de cultuar.
Sua própria história espiritual.
E talvez o mais importante:
Não existe uma única forma
de viver o Axé — e o Rio Grande do Sul prova
isso.
Batuque do Rio Grande do Sul
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